quinta-feira, 22 de setembro de 2011

18/09/2011 - 19ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento

Demorou, mas consegui um tempo para escrever aqui. Estava esperando sair o resultado do anti-doping rsrs.
No último domingo corri esta prova pela 13ª vez. Tenho orgulho de dizer que participei da 1ª edição da MPAR, em 1993. Depois, voltei em 2000 (8ª edição) e desde então corro todos os anos.
Em 2011 eu já estava contente de inscrever 2 quartetos e 1 dupla, "niki" tive a grata alegria de ganhar uma promoção do Pão de Açúcar e poder inscrever mais uma equipe.
O mecanismo da promoção era interessante: o PA (@EsportesPA) lançava uma pergunta no twitter, e o primeiro a responder corretamente ganhava. Eu ficava dando refresh (atualizar) direto para ver a pergunta assim que mandassem. No caso foi algo como "Quantas vezes o Marilson foi campeão da São Silvestre?". Digitei "3" e ENTER. Mas o grande vencedor de promoções Fábio Namiuti, o ninja, já tinha sido mais rápido que eu, só que com o texto "duas". Resultado: eu ganhei! E o FN ganhou também, mas em outro dia.
Retribuindo a generosidade espontânea do meu xará, que havia me agraciado com a inscrição para a Duque de Caxias, ofereci 7 vagas do octeto promocional para que fossem preenchidas por ele e mais 6 colegas.
Resultado: vieram umas 15 pessoas de São José dos Campos em um fretado, para juntar-se às fileiras da família Medeiros, amigos e agregados.

No sábado fui com minha filha Beatriz retirar 26 kits: 1 dupla, 2 quartetos e 2 octetos. Tudo tranquilo, não fosse minha ideia de, em casa, ficar assistindo DVD até quase 23h. Acordei às 3:45 ainda meio sonâmbulo rsrs.
Peguei meus pais às 5:15 e chegamos ao Ponto de Encontro alguns minutos antes das 6h. O Gilberto já estava lá, pois também seria o primeiro corredor.
O pessoal de SJC também chegou no horário, distribui os kits e saí para a largada às 6:30.
Com 35 mil pessoas inscritas, esta corrida tem um afunilamento monstro na primeira volta. Por isso, não tive vergonha de pular a grade e largar lá na frente.
Por motivos de logística, eu estava correndo por 3 equipes simultaneamente: a dupla e um octeto, nos quais estava devidamente inscrito, e um quarteto, onde eu fazia a volta do meu primo José. Ele e meu pai dividiriam a última volta do quarteto A, uma vez que nenhum dos dois estava preparado para fazer a volta completa.
Mas vamos ao que interessa!
A largada foi dada com 4 minutos de atraso, o clima estava ótimo, frio (14~15°C) e céu aberto. Fiz um início mediano, sem forçar muito, mas também não tão lento quanto faria uma meia-maratona. A ideia era me aquecer sem me desgastar, pois logo à frente eu tinha uma estratégia preparada.

Na metade da primeira volta fiz o revezamento do octeto com o Fábio Namiuti. Tinha combinado um protocolo "echo-echo" com ele, mas tinha tanta gente na transição que quase perdi o homem. Ainda bem que ele me viu e deu tudo certo.
Ao sairmos da área de troca, comecei a aplicar minha estratégia ousada de tentar acompanhar o FN. Imaginei que ele faria um ritmo entre 4:30 e 5min/km, o que seria um grande desafio para mim. Não foi fácil, mas consegui manter uma distância pequena por um bom tempo, até que em um posto de água não o vi mais. Como faltava pouco para fechar a primeira volta, acelerei um pouco o ritmo e fechei a volta em 53:36.
Alguns metros à frente fiz a troca do quarteto com meu chefe Tom, e continuei para completar a segunda volta da dupla. Minha ideia era acompanhar o Tom, para que ele puxasse meu ritmo. Mas eu estava tão empolgado que acabei indo mais rápido que ele.

Ainda demorou uns 4km da segunda volta para que o primeiro corredor da elite me ultrapassasse. Acho que este ano o nível não estava tão forte.
Nesta segunda volta eu não fiz um ritmo tão audacioso como na primeira, mas tentei manter o pace na casa de 5:30/km. Apesar de em nenhum momento eu ter almejado um récorde pessoal, comecei a fazer algumas contas de que poderia melhorar minha marca na meia-maratona. Por outro lado, como não havia tapete na largada (que também seria o ponto da meia maratona, ao completar exatas 2 voltas), além da dúvida sobre a aferição da medida do percurso, cheguei à conclusão que uma "melhor marca" nesta prova serviria apenas como referência, mas não como resultado oficial.
Elocubrações à parte, posso resumir que a segunda volta foi uma corrida de altos e baixos. Não apenas na altimetria característica, mas também no ritmo, não necessariamente simétrico às elevações. Em alguns momentos eu forçava, e em outros eu me recuperava.
Prestes a passar pelo pórtico de largada/chegada, forcei um pouco o passo e fechei a volta em 57:01, somando 1:50:37 na meia maratona. Praticamente 6 minutos mais rápido que meu récorde oficial, obtido na meia da Corpore deste ano.

Ainda precisei correr mais 1,6km, agora em ritmo moderado, até o ponto de troca das duplas, totalizando 22,7km em 1:59:14. Esta troca foi bem tranquila, já que a quantidade de duplas é pequena. O Guilherme Maio estava lá à postos, me esperando para o revezamento. Fiz uma breve saudação ao amigo e encerrei minha participação.
Eu estava tão feliz com meu desempenho, independente do resultado não poder ser oficializado, que nem me sentia cansado nem dolorido. Acho que a concentração de beta-endorfina devia estar nas alturas rsrs
Como a área de troca das duplas era bem perto do ponto de encontro, cheguei bem rápido ali. Encontrei meus pais e alguns outros colegas que já tinham chegado.

A partir daí fiquei conversando com o pessoal. Alguns saíam para sua vez de correr, e outros chegavam suados, já com a missão cumprida.
O Sol brilhava no céu, cada vez mais forte. Acho que os últimos corredores devem ter sofrido um pouco com isso.
Ainda estava por lá quando passou por mim uma equipe do Pão de Açúcar com um troféu na mão. Reconheci um dos corredores e falei para ele: "olha o Vanderlei aí". Ele deu um tapinha nas minhas costas, cumprimentou e seguiu seu caminho. Se por um lado me lamentei pela falta de ideia de tirar uma foto, por outro lado fiquei feliz pela situação inesperada, que vou lembrar por um bom tempo, igual a quando ultrapassei esse mesmo Vanderlei, no revezamento do ano passado.
Algum tempo depois chegou o Guilherme, que fez uma bela participação e permitiu que nossa dupla chegasse à frente dos quartetos. Deixo registrada aqui minha grande satisfação em fazer dupla com esta grande pessoa a quem, a despeito de toda choradeira, admiro muito.
Pelos resultados oficiais, nossa dupla marcou o tempo de 03:45:57, classificando-se em 104 de 314 duplas masculinas. Os quartetos também foram bem. A equipe A fechou em 04:07:32, na 578ª posição, enquanto a equipe B marcou 04:17:02, 782º de 1265 quartetos masculinos.
Já os octetos deram um show à parte. A equipe "Pouco Juízo" fez a excelente marca de 03:08:51, 25º de 2.426 octetos masculinos. A "Lembu-Kan 2011 D" cravou 03:38:38, na 85ª posição. Só fera!
Fotos que publiquei no PicasaWeb aqui
Histórico das participações aqui

ua


8 comentários:

G.M. disse...

Obrigado pelo convite para as duplas, Fabão. Há tempos eu queria correr uma "meia" no PdA e não encontrava quem me aguentasse! (risos!)
Parabéns pelo recorde pessoal.
Tudo de bom para você e a sua família.
Grato pelas palavras!
Ass.: Guilherme.

BMW disse...

Ae Fabão, primeiramente obrigado pelo apoio nos kits. Parabéns aí pelo tempo, ainda mais numa prova congestionada, com subidas fortes e cheio de logística como esta.
Realmente a Pouco Juizo supreendeu, gostei de correr com os feras, aliás gostei muito desta prova.
Ah, o Vanderlei te mandou um abraço rs
Abrx, Michel - Vinac
http://bmw-runner.blogspot.com

Mayumi disse...

Fabão! Fez dupla com aquele que não sabe brincar? Rsrsrsrs. Parabéns pela participação na PA!

Jorge disse...

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Valeu Fabão por mais uma concluída mandou super bem camarada!!! Aqui no Rio teremos no dia 16 OUT, so que estarei em outra corrida.

Bons treinos,

Jorge Cerqueira
www.jmaratona.com

Fabão disse...

Guilherme, repito aqui o que já escrevi por aí: para mim, foi um privilégio correr em dupla contigo.
ua

Fabão disse...

Michel, foi legal te encontrar por lá e podermos compartilhar esse tempo fazendo uma das coisas mais legal que temos: correr.
ua

Fabão disse...

Mayumi, o Guilherme (talvez) "ainda" não sabe brincar rsrs
bjs

Fabão disse...

Valeu, Jorge!
ua