Fui correr esta prova com um objetivo: bater minha melhor marca na meia maratona.
Oficialmente eu tinha 01:56:28 na 12ª Meia Maratona Corpore (2011). Extra-oficialmente, 1:50:37 na 19ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento (outra 2011). Esta última foi uma prova com percurso aferido oficialmente, mas a cronometragem oficial não considerava minhas duas voltas exatas, e esse tempo de 1:50:37 foi minha marcação pessoal, não podendo ser considerado um tempo oficial. Mas servia como referência do que eu já pude correr.
Agora, quase 2 anos depois, senti que estava preparado para um sub-1h50. É uma marca ousada para os meus padrões, mas eu estava confiante. Uma semana antes eu corri a Abertura do Circuito Corpore na casa de 52 minutos (11Km, pace de 4:44min/km), que foi um ritmo bem forte para mim.
Em plena planilha de treinos para a maratona (originalmente SP, agora PoA), planejei duas meia-maratonas oficiais para tentar um recorde pessoal. E ele já veio na primeira tentativa.
No domingo acordei bem cedo, comi e fui para SP planejando encontrar um bom lugar para estacionar o possante. O local de costume já estava cheio, 1h antes da largada, e os flanelinhas brotavam a todo momento. Para evitar atritos desnecessários, parei o carro bem longe, mas ainda havia bastante tempo e fiquei tranquilo.
Encontrei algumas pessoas antes da largada, procurei uma alternativa às filas gigantescas para o banheiro e, faltando 15 minutos para a largada, fui me posicionar no pelotão. Acabei ficando razoavelmente perto da largada (uns 20 metros).
A buzina soou pontualmente às 7:30 e parti para meu desafio pessoal. O começo é um estudo das condições reais, como o corpo responde ao ritmo proposto, e não posso forçar demais nem aliviar demais. Acabei conseguindo fechar o primeiro quilômetro em um ritmo bacana, pouco abaixo de 5min/km. Mas o segundo quilômetro foi mais forte, e fiquei ligeiramente preocupado em não passar do limite aceitável. Antes da marca de 3 Km há uma subidinha chata que quebra o ritmo, mas não comprometeu. A placa 3 estava caída, e não marquei corretamente esta parcial. De qualquer forma, eu estava um pouco mais rápido que a média planejada, o que era aceitável para dar uma margem de segurança.
Já no minhocão fui mantendo o passo firme e recalculando o planejamento várias vezes. Eu estava me sentindo bem, e a motivação estava alta. O clima também estava muito favorável, com céu nublado e temperatura amena (creio que na casa de 20°C).
Após o primeiro retorno do Elevado, meu colega Rei passou por mim e falou "estava difícil te acompanhar". Claro que foi uma graça da parte dele, que corre muito mais rápido que eu. Mas desta vez a diferença entre nós dois realmente estava visivelmente menor. Ele costuma me passar batido, mas nessa corrida ele foi abrindo vantagem lentamente.
Pelo percurso havia muitos postos de água. Um deles estava na marca de 6 Km, e aproveitei para ingerir meu primeiro gel carboidrato. Eu não estava certo se isso seria uma boa ideia, pois poderia pesar na barriga e comprometer minha prova. Mas não senti qualquer problema, graças a Deus.
Até ali eu vinha mantendo uma média abaixo de 5min/Km e o percurso estava entrando numa série de pequenos trechos de zigue-zague. O trajeto da prova é majoritariamente plano, mas tem várias curvas que não chegam a atrapalhar, e servem até para tirar uma possível monotonia.
Passei a marca de 10 Km na casa de 48 minutos, um ritmo muito bom, que dava uma boa margem para a segunda metade da prova. Na marca de 11 Km comecei a perceber que não seria possível manter o sub-5 min/km até o final. Recalculei o quanto poderia desacelerar, mas este recálculo quase me desanimou, o que percebi a tempo de não permitir uma queda de ritmo muito acentuada.
Não vi a placa de 12 Km, mas o GPS permitia que eu tivesse uma noção do ritmo que estava indo, pouca coisa acima dos 5min/Km. Alguns viadutos quebraram um pouco o passo mas eu sabia que a margem de segurança construída na primeira metade da prova era muito boa, e não desanimei.
Um pouco após a marca de 15 Km tem uma subida chata novamente. Desta vez eu já não estava tão forte como no começo. Reduzi o passo e fiz meu melhor dentro do cenário possível. Voltamos a correr no Minhocão e tudo que eu pensava era em manter meu ritmo dentro do planejado. Queria acabar logo a prova e conquistar meu recorde tão batalhado. Estava tudo certo até ali, eu não poderia estragar tudo no final.
A cada desânimo que tentava surgir eu respondia para mim mesmo que este seria o dia da minha conquista. É impressionante como pensamentos tão opostos surgem com uma força tão representativa. Até em cortar o caminho eu pensei, que absurdo!
De volta à Avenida Pacaembu, talvez a maior reta da prova, faltavam apenas 2 Km para a linha de chegada. Verifiquei o cronômetro, tudo em ordem. Só uma catástrofe (como andar) me tiraria da janela sub-1h50. Tomei cuidado de não querer fazer um esforço final, que poderia economizar alguns segundos do tempo final. Preferi ser cauteloso e garantir o que já estava praticamente ganho.
Ao entrar na Praça Charles Miller novamente e avistar o pórtico de chegada, vislumbrei o marcador indicando 1h45. Que alívio! Alguns segundos depois fechei esta memorável performance, com minha marcação pessoal mostrando 1:45:36. Ufa!
Missão cumprida! Glórias a Deus!
Não me senti esgotado nem com dores relevantes. Sei que fui no meu limite, sem abusar, embora em muitos momentos percebi estar acima do recomendável. Forcei minha performance o tempo todo, só aliviando um pouco em algumas subidas e para tomar água ou gel.
Enfim, tudo colaborou para esta conquista. Talvez algum dia eu até consiga melhorar este tempo, mas não tenho este objetivo neste momento. Estou muito satisfeito com o resultado e talvez este seja o meu recorde para a vida. O tempo dirá.
Lembro que na primeira vez que corri a meia maratona sub-2h eu pensei que não valia a pena tanto esforço. Naquele momento eu não estava feliz. Mas desta vez eu fiz um tempo ótimo e fiquei feliz. Então, se este tiver sido meu melhor tempo da vida, terá valido à pena. Já valeu. O que vier daqui para frente é lucro.
Estou inscrito para correr a Maratona Disney em 08/01/2012. Ainda não é minha sonhada maratona de NY, mas já é um "começo".
Ao atualizar minha agenda no SportCV, vi que o Guilherme também vai correr lá. Entendi que vai participar do desafio do Pateta. Mas é um fanfarrão mesmo. Já até imagino os trocadilhos que irá escrever no blog rsrs.
Bom, a partir da semana que vem, após 4 semanas de "descanso" pós-maratona de SP, volto aos treinos mais pesados. Rumo a Orlando! #EchoPower
Nesta semana eu vi o video motivacional abaixo, e dedico a TODOS (sem exceção) meus amigos, esportistas ou não. VOCÊS SÃO VENCEDORES!
Semana que vem começa a copa. Pela primeira vez desde que casei não nasceu uma filha minha em ano de copa rsrs. (Casei em 1999, a Beatriz nasceu em 2002 e a Karina em 2006).
Neste ano estou colecionando o álbum da copa. Minhas filhas estão participando e curtindo montar esse álbum, mas o trabalho para completá-lo é complicado. São 640 figurinhas no total. No início são poucas repetidas, mas depois a proporção se inverte.
A Beatriz até tentou levar o álbum na escola para trocar com os colegas, mas não deu muito certo. Até o começo desta semana estavam faltando 49 figurinhas para completar o álbum, e o máximo que pode pedir para a Panini são 40.
Pensei em ir ao MASP no domingo, pois parece que rola um encontro por lá, mas depois lembrei que teriam uns gays parados na Paulista e achei melhor deixar para outro dia.
Acabei indo hoje, sábado, à Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembú, seguindo umas dicas preciosas de um colega. Em cerca de duas horas e meia consegui trocar as 49 figurinhas que faltavam!
Foi uma experiência impressionante!
É fantástico como havia "liquidez" nas transações. Pessoas de todas as idades vinham com suas listas e bolinhos de figurinhas. Álbuns a tiracolo, nos mais diversos estados de conservação rsrs.
A maioria das pessoas tinha suas figurinhas em ordem numérica, mas alguns poucos sem-noção tinham tudo embaralhado. Um desses queria conferir uma por uma se era das que estavam faltando para mim. Após meia dúzia de figurinhas fora de ordem eu disse que "desse jeito vamos demorar uma hora para ver o bolo todo" e encerrei a "negociação" ali mesmo. O cara não gostou, mas eu falei que quando ele viesse com as figurinhas ordenadas a gente poderia conversar. Fala sério!
Fora isso, foi muito bacana conversar com as pessoas, negociar, aprender qual as melhores formas de tratar o assunto, saber ceder, saber pedir, ter calma para não tumultuar...
Às vezes eu estava verificando a lista com uma pessoa e chegava outra pedindo para ver se eu tinha a última que faltava. Aí, se estava fácil de ver, eu via. Senão, eu gentilmente pedia para a pessoa aguardar até terminar com a primeira.
Outra coisa que aprendi: na negociação entre duas pessoas, é melhor primeiro verificar a lista da que faltam menos figurinhas. Por exemplo: tinham dois garotos (talvez irmãos) que vieram negociar comigo. Eles tinham uma lista grande de figurinhas que faltavam, e eu já estava precisando somente de poucas. Comecei pela lista deles e vi que eu tinha um monte que eles precisavam, mas chegou uma hora que eu parei e disse: "acho que vocês não vão ter a mesma quantidade para me dar". Ou seja, eu devia ter visto primeiro quantas eles podiam me dar, e depois eu dava a mesma quantidade para eles.
Um critério que adotei, mas não era todo mundo que concordava, era de que uma figurinha brilhante valia duas ou três normais. No caso dos meninos, acabei pegando várias brilhantes, pois eles não tinham como me "pagar" com normais.
Outra situação diferente foi a de uma moça que não tinha figurinha para trocar. Ela queria comprar 5 por R$1. Não achei muito legal, mas acabei aceitando. No fim, a amiga dela conseguiu negociar com outro moço as últimas 3 que estavam faltando para mim, e ficou tudo de bom tamanho.
Caso alguém esteja colecionando o álbum e se interesse em ir lá, recomendo que faça uma lista das figurinhas que faltam, leve caneta para riscar as que for conseguindo, e organize suas repetidas em ordem numérica. Caso queira adotar o critério de "brilhantes x normais" diferenciado, marque na lista quais são brilhantes. O local de encontro é próximo à banca de jornal, perto daquela rua que sobe para a FAAP. Eu cheguei lá pouco antes do meio-dia (fui um dos primeiros), mas acho que ficou gente lá a tarde toda.
Agora, voltando a falar sobre a copa mesmo, gostei muito da música que a coca-cola arranjou para seus comerciais relacionados ao mundial. Achei que a versão brasileira ficou excelente! O video acima não é oficial, mas a música é a da coca-cola, e está disponível no site (link direto para download aqui).
Eu gosto de futebol, mas não sou uma pessoa fanática. Vou bem pouco ao estádio, por exemplo. Mas quando chega a copa eu me deixo contagiar pelo clima. É uma emoção impressionante! Tem muita gente dizendo que o Dunga é fraco, que os convocados não estão com essa bola toda, mas eu estou torcendo muito pelo Brasil e acho sim que podemos ser campeões.
Aliás a emoção de conquistar a copa é algo muito interessante. Se pensarmos fria e racionalmente, se o time de futebol vencer o campeonato, o que é que ganhamos? Nada. Mas como explicar a felicidade de ver nosso pais vencendo, sendo os melhores do mundo? Não tem preço.
Alguns conhecidos ficam com medo de torcer agora e se decepcionarem depois. Até entendo. Acho que há vários países com chances reais de vencerem, inclusive o Brasil. Talvez a "decepção" seja saber que o Brasil é disparado o país com os melhores jogadores do mundo, mas chega ao mundial no mesmo nível dos demais. Bons tempos em que a gente já chegava com a certeza que ia ser campeão, tipo 1950 e 1982. E se não ganhava era por pura fatalidade, mas continuávamos confiantes de que éramos os melhores.
Agora, em 2010, chegamos à África do Sul sob suspeita. Não temos certeza se poderemos ganhar. Mas quem é que sabe, oras bolas?! Ninguém ganha por antecipação! Quantas vezes times teoricamente mais fracos já venceram seleções de nome e tradição?
Mas eu acredito no Brasil. Em 2006 passamos vexame porque fizeram festa antes da hora. Agora eu vejo um trabalho sério, concentrado. Podemos até não vencer, mas temos que fazer o melhor. Eu, pessoalmente, acredito que fazendo o melhor venceremos. Mas aí teremos que esperar para ver.
Dia 15 o Brasil estreia contra a Coréia do Norte. Vou comprar umas pipocas, mas as cornetas já estão preparadas. Vou torcer muito com minhas filhas aqui em casa. Tenho certeza que será inesquecível, da mesma forma como eu lembro da copa de 82, quando eu tinha 7~8 anos.
Aliás, complementando a informação do primeiro parágrafo, todos nós aqui de casa nascemos em ano de copa: além das minhas filhas em 2002 e 2006, eu e a Dayane nascemos em 1974.
Nado desde criancinha. Comecei a correr por volta dos 15 anos e fiz vários triathlons durante a época do colegial. Na época da faculdade parei completamente. Casei em Jan/1999 e em Out/1999 voltei a correr. Desde então venho participando das provas, sem resultados expressivos, mas minha vitória está em completar.